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Salário comercial de Picos tem reajuste de 6,78% para 2026.

Mas avanço real no bolso ainda é motivo de debate



O salário mínimo comercial do município de Picos para o ano de 2026 foi definido durante Convenção Coletiva de Trabalho realizada terça-feira (13 de janeiro 2026). O acordo,

firmado entre representantes patronais e o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços de Picos (SINTRACS), estabelece um reajuste total de 6,78%, aplicado de forma gradativa ao longo do ano.

O presidente do Sintracs, Marcos Holanda e o assessor juridico Giovanni Madeira
O presidente do Sintracs, Marcos Holanda e o assessor juridico Giovanni Madeira

Os aumentos foram divididos em dois períodos: janeiro a maio e junho a dezembro, estratégia que busca equilibrar o ganho do trabalhador com a capacidade financeira das empresas especialmente as de pequeno e médio porte.

Segundo o sindicato, o percentual foi considerado relevante diante do atual cenário econômico.



Assessor jurídico do SINTRACS, Giovanni Madeira.                                               Foto perfil instagram @giovanimadeira_
Assessor jurídico do SINTRACS, Giovanni Madeira. Foto perfil instagram @giovanimadeira_
“Na luta e defesa da classe trabalhadora, buscamos sempre um reajuste maior e melhores condições de trabalho. Contudo, entendemos que, diante do cenário atual, o reajuste conquistado foi importante para os trabalhadores”,

Veja como ficam os salários em 2026

Setor lojista

  • 2025: R$ 1.579,81

  • 2026 (jan–mai): R$ 1.658,80 (+5%)

  • 2026 (jun–dez): R$ 1.686,92 (+1,78%)

Supermercados

  • 2025: R$ 1.654,07

  • 2026 (jan–mai): R$ 1.736,74

  • 2026 (jun–dez): R$ 1.766,21

Farmácias

  • 2025: R$ 1.716,84

  • 2026 (jan–mai): R$ 1.802,68

  • 2026 (jun–dez): R$ 1.833,84


Comparativo com 2025: houve avanço, mas ele acompanha o custo de vida?


Em 2025, os reajustes já haviam sido progressivos e retroativos a janeiro, com valores que, à época, também superaram o salário mínimo nacional. No entanto, quando se compara 2025 com 2026, o crescimento nominal do salário esbarra em uma pergunta inevitável:

Esse aumento representa ganho real no poder de compra?

Nos últimos 12 meses, o trabalhador picoense enfrentou aumentos sucessivos em itens essenciais:



Conta de água mais cara, reajustes na energia elétrica, medicamentos, exames, combustíveis em alta, impactando transporte e frete, supermercado com preços cada vez mais pressionados, especialmente em alimentos básicos

Na prática, o reajuste salarial ajuda a evitar perda maior, mas não garante folga no orçamento. O dinheiro entra, mas sai rápido. O carrinho do supermercado continua mais caro, o botijão pesa no bolso e a conta de luz segue sendo uma das principais vilãs do fim do mês.

E do outro lado do balcão? O impacto para as empresas

Se para o trabalhador o aumento ainda parece curto, para muitos empresários o cenário também é de aperto. Pequenos e médios comerciantes lidam com:

Encargos trabalhistas elevados, custos fixos crescentes (aluguel, energia, impostos), despesas variáveis imprevisíveis, margens de lucro cada vez mais comprimidas

Além disso, um desafio silencioso cresce no comércio local: a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, comprometida e que queira abrir mão de algum auxilio do governo em prol de ter sua carteira de trabalho assinada mesmo lhe garantindo todos os direitos trabalistas.

Manter as portas abertas, pagar salários em dia e cumprir obrigações legais virou um exercício diário de resistência para muitos empreendedores especialmente fora dos grandes grupos e redes.

Um reajuste necessário, mas que escancara um problema maior

O reajuste de 6,78% no salário comercial de Picos para 2026 é, sem dúvida, necessário e legítimo. Ele protege o trabalhador de perdas ainda maiores e demonstra capacidade de negociação sindical.

Porém, ele também expõe uma realidade incômoda: salários crescem, mas o custo de vida cresce mais rápido.

Enquanto isso, empresas enfrentam um ambiente cada vez mais hostil para produzir, empregar e investir.

A reflexão que fica é direta: como equilibrar dignidade salarial, sobrevivência das empresas e qualidade de vida da população em uma economia cada vez mais pressionada?


Fontes das informações www.riachaonet.com.br jornalista Roger Bezerra

www.grandepicos.com.br jornalista Daniela Meneses

perfil instagram @giovanimadeira_


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